Semana Santa: Morremos e Ressuscitamos com Cristo

Para os católicos de todo o mundo a Semana Santa representa um período no qual vivemos com Jesus a subida dolorosa ao Monte Calvário, sua Crucificação e sua Ressurreição. Este ano ela foi comemorada do dia 9 à 16 de abril, tendo início com a procissão do domingo de Ramos até as celebrações da Páscoa. Em nossas comunidades, na Basílica Santa Teresinha do Menino Jesus, e na Capela Nossa Senhora da Conceição do Brasil (aos fundos do Hospital Gaffrèe Guinle), todos os dias tivemos uma programação, contando com Missas, Confissões, Retiro, Via-Sacra e Adoração ao Santíssimo.

O Domingo de Ramos abre, por excelência, a Semana Santa, pois celebra a entrada triunfal de Jesus Cristo, em Jerusalém. Para lembrarmos este momento foram realizadas as bênçãos dos ramos na Capela Nossa Senhora da Conceição do Brasil seguida de Procissão até a Basílica de Santa Teresinha, onde celebramos a Santa Missa.

Na segunda-feira santa, Frei Ronan Siqueira realizou junto à comunidade, na Capela, a missa com benção dos enfermos e profissionais da saúde com distribuição de óleos abençoados. E na Basílica, Frei Emerson Oliveira, celebrou a Santa Missa da Solenidade de Maria Santíssima com o Rito da Unção do Senhor e também distribuição do Óleo Santo.

Já na terça-feira santa, logo cedo, na Basílica, foi celebrada a Santa Missa, e à tarde Santa Missa do Senhor dos Passos, com o Sermão do Calvário proferido por Frei César Cardoso, OCD. Simultaneamente, na Capela foi celebrada a Santa Missa com o Rito da Unção.

Na quarta-feira santa os fiéis puderam participar da missa em diversos horários, na Basílica, e como de costume, a Via-Sacra organizada pelas paróquias da Forania seria realizada na praça Afonso Pena. Porém o mau tempo fez com que a mesma fosse transferida para a Basílica de São Sebastião (Igreja dos Capuchinhos).

A quinta-feira santa iniciou-se, pela manhã, com nossa participação na Santa Missa Solene do Crisma presidida pelo Arcebispo Dom Orani Tempesta, na Catedral Metropolitana. Nesta missa, são abençoados os óleos da Crisma, dos Catecúmenos e dos enfermos. Os Santos Óleos serão usados durante todo o ano pelas paróquias.

Na parte da noite, na Basílica e na Capela, realizou-se o rito do Lava-pés que recorda a última ceia do Senhor.  Jesus, ao lavar os pés dos discípulos, quer demonstrar Seu amor por cada um e testemunhar a todos que a humildade e o serviço são o centro de Sua mensagem; portanto, esta celebração é a maior explicação para o grande gesto de Jesus, que é a Eucaristia.

Com a Santa Missa da Ceia do Senhor, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e faz memória da Última Ceia, quando Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu ao Pai o Seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou aos apóstolos para que os tomassem, mandando-os também oferecer aos seus sucessores. A Igreja também realiza a desnudação dos altares e a Transladação do Santíssimo Sacramento para a Capela com posterior adoração.

Na parte da manhã da sexta-feira santa, na Basílica, fora realizada a Oração das Laudes, seguida de Via-Sacra no pátio. À tarde, na Basílica e na Capela, apresentou-se o drama incomensurável da morte de Cristo no Calvário com posterior Adoração do Senhor na Cruz e Comunhão.

Na Capela Nossa Senhora da Conceição do Brasil, Frei Ronan e os fiéis fizeram a via-sacra no pátio do hospital. Ainda na sexta-feira, na Basílica, Frei Emerson proferiu o Sermão do Descendimento da Cruz seguido da Procissão do Senhor Morto.

No sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando Sua Paixão e Morte, Sua descida à mansão dos mortos, esperando, na oração e no jejum, Sua Ressurreição. Pela parte da manhã, na Basílica, realizou-se a Oração das Laudes e Hora da Mãe de Deus. À noite, na Capela e na Basílica, as comunidades vivenciaram a Solene Vigília Pascal. É uma vigília em honra ao Senhor, de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (cf. Lc 12,35-36), tenham acesas as lâmpadas, como os que aguardam seu senhor chegar, para que, os encontre em vigília e os convide a sentar à sua mesa.

Fora da Igreja, prepara-se a fogueira. Estando o povo reunido em volta dela, o sacerdote abençoa o fogo novo. Em seguida, o Círio Pascal é apresentado ao sacerdote. Com um estilete, o padre faz nele uma cruz, dizendo palavras sobre a eternidade de Cristo.
Após acender o Círio Pascal, os fiéis acendem seus mini círios pascais no fogo novo.

As luzes da Igreja devem permanecer apagadas. O diácono toma o Círio e o ergue, por algum tempo, proclamando: “Eis a luz de Cristo!“. Todos respondem: “Demos graças a Deus!“.
O Círio representa o Cristo Ressuscitado, a coluna de fogo e de luz que nos guia pelas trevas e nos indica o caminho à terra prometida, avança em procissão.

O Frei incensa o Círio Pascal e em seguida, a Páscoa é proclamada. Anuncia-se a todos a alegria da Páscoa, a alegria do Céu, da Terra, da Igreja, da assembleia dos cristãos. Essa alegria procede da vitória de Cristo sobre as trevas.

Nesta noite podemos renascer com Cristo para uma vida nova!”, proclamou Frei Ronan em sua homilia. A comunidade cristã se detém mais que o usual na proclamação da Palavra.  As leituras da vigília têm uma coerência e um ritmo entre elas.

Frei Ronan explica “Você está aqui por amor a Cristo”, e conclama que “Esta noite é diferente de todas as outras. Por que nesta noite Cristo Ressuscitou!” A assembleia faz a renovação das promessas batismais, após o rito da bênção da água e ao terminá-las, o sacerdote asperge água benta sobre o povo.

A Eucaristia da Páscoa é a central de todo o ano, mais importante que a do Natal ou da Quinta-feira Santa. Cristo, o Senhor Ressuscitado, nos faz participar de Seu Corpo e de Seu Sangue, como memorial da Sua Páscoa. É o ponto mais alto da celebração.

No Domingo da Ressurreição, proclamamos com grande fervor a vitória da Vida sobre a morte. Depois de morrer crucificado, Nosso Senhor foi sepultado, mas ressuscitou. Ele reina vivo!

Em sua homilia o Capelão lembrou a assembleia da mensagem do evangelho. “Este é o dia que o senhor fez para nós, este é o dia primeiro, é o dia que Cristo recria todas as coisas. A criação primeira é aquela que está em Gênesis e no dia da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo é a recriação da humanidade, onde tudo renasce, onde tudo se renova porque é Pascoa”.

Traçando um paralelo com nossa realidade Frei Ronan nos lembra como devemos agir no dia a dia. “Este evangelho nos ensina que lá na sua casa você deve valorizar o que está bom, deixando de evidenciar o que está ruim. Este é o defeito que temos em nosso coração, há uma lacuna que nos faz perder as boas oportunidades da vida. A ressurreição de Jesus nos mostra isso, que naquele panorama difícil, de perseguição, sangue, morte de Cruz, Calvário, dor de Maria, ausência dos Discípulos, no meio daquele caos todo Ele surge como o primeiro, mostra que no meio da baderna de nossas vidas pode haver ressurreição”.

Mariana da Hora

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Informativo – Jul/2017


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