Semana de Espiritualidade – terceiro dia

Semana de Espiritualidade - terceiro diaAgradecemos ao frei Brás José, da paróquia São Francisco de Assis do Rio Comprido, que, mal chegado de Goiás, onde foi visitar a família, botou o cansaço no bolso e veio nos falar sobre a Igreja como objeto e fonte da fé. Com um bom humor irresistível, relembrou-nos que não somos, como disse o Papa Francisco, uma ONG, um partido político ou um clube, ou seja, uma “realidade com finalidades terrestres”, mas sim Igreja – dom do Espírito Santo –,  a barca fora da qual afundamos. Frei Brás destacou que a fé cristã é essencialmente eclesial, sendo a Igreja o sinal de pertença a Deus e a fé sua melhor expressão mística. A Igreja, disse ele, “não nasce e vive da vontade humana, mas é reunida por Deus mesmo e seu santo modo contínuo de operar”.

Essa realidade está assim expressa na encíclica Lumen Fidei (primeiro documento do pontificado do Papa Francisco, que assumiu o trabalho iniciado pelo Papa Emérito, Bento XVI): “A fé tem uma forma necessariamente eclesial, é professada partindo do corpo de Cristo, como comunhão concreta dos crentes. A partir deste lugar eclesial, ela abre o indivíduo cristão a todos os homens. Uma vez escutada, a palavra de Cristo, pelo seu próprio dinamismo, transforma-se em resposta no cristão, tornando-se ela mesma palavra pronunciada, confissão de fé. São Paulo afirma: « Realmente com o coração se crê (…) e com a boca se faz a profissão de fé » (Rm 10, 10). A fé não é um fato privado, uma concepção individualista, uma opinião subjetiva, mas nasce de uma escuta e destina-se a ser  pronunciada e a tornar-se anúncio. Com efeito, «como hão-de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, sem alguém que O anuncie? (Rm 10, 14). Concluindo, a fé torna-se operativa no cristão a partir do dom recebido, a partir do Amor que o atrai para Cristo (cf. Gl 5, 6) e torna participante do caminho da Igreja, peregrina na história rumo à perfeição.” (22)

Obrigada, frei Brás, pelos ensinamentos e pela santa e salutar bagunça que fez no salão pastoral da Basílica Santa Teresinha nessa quarta-feira.

Andréia Mello da Silveira

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