Semana de Espiritualidade – segundo dia

Semana de Espiritualidade - Segundo diaFalar sobre a Trindade no Credo parece uma missão árdua mesmo para os mais preparados estudiosos da Igreja (Santo Agostinho, que escreveu um tratado sobre o tema, acabou por concluir que só compreenderemos plenamente esse mistério quando estivermos face a face, no céu, com o Pai, o Filho e o Espírito Santo). Mas essa era a tarefa do Pe. Antonio José, da Paróquia N. Sra. de Fátima Rainha de Todos os Santos, no segundo dia da Semana de Espiritualidade que se realiza na Basílica Santa Teresinha Do Menino Jesus. Ciente do tamanho do desafio, carregou consigo, além do conhecimento vasto sobre o assunto, uma arma poderosa e invisível, um só dardo flamejante, com o qual atingiu, num único lançamento, o coração de todos os presentes: a terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo, por meio do qual nos fez imergir num mistério que só podemos entender, ainda que parcialmente, vivendo.

Com o intelecto, aprendemos que a Trindade seria uma espécie de decorrência do amor transbordante de Deus, que é o próprio Amor, como nos disse São João. Sendo assim, onde há amor, é preciso haver alguém que ama (o Pai) e alguém que é amado (o Filho); e o Espírito Santo é o incomensurável laço de amor que une o Amante e o Amado. Querendo incorporar toda a humanidade à família divina, Deus fez-se humano, em Cristo. Fez-se homem para que pudéssemos participar da natureza divina. Como muitos não foram capazes de entender seu amor sem medidas, foi além, entregando à sorte dos homens seu Filho Amado e Unigênito, para que toda a humanidade pudesse se salvar.

Com o intelecto, aprendemos que o Credo foi-se formado aos poucos no contexto da celebração do Batismo (pelo qual, diz-nos São Paulo, somos incorporados a Cristo – passando a fazer parte de sua família, da Igreja). Por isso o Credo não é um “conjunto de boas ideias dos homens, não fala sobre coisas, mas sobre quem é o próprio Deus”, Aquele que em seu Filho se revelou plenamente.

Do fundo do coração onde habita a Trindade, agradecemos ao Pe. Antônio José por nos ter feito aprender tanto, não só com a mente, mas sobretudo com o coração, com o qual nos instruímos em coisas maiores, inexprimíveis.

Pe. Antonio José, obrigada por nos ter feito vivenciar – a alguns pela primeira vez; a outros, mais uma vez – a imensidão desse amor inesgotável e quase incompreensível de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Andréia Mello da Silveira

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