O pintor da “Glória de Santa Teresinha”

Nesta edição, não falaremos de ruas ou prédios das redondezas, mas olharemos para o interior da basílica.

Você certamente não se cansa de apreciar a pintura da Glória de Santa Teresinha que enfeita nosso templo. Ela é de autoria do italiano Bruno di Giusti, que veio para o Brasil após a Segunda Guerra Mundial e instalou-se em Sorocaba, onde o então pároco da Catedral, monsenhor Antônio Francisco Cangro, o “padre Chiquinho”, estava à procura de um pintor para decorar a Sé local, havia pouco restaurada e ampliada.

Analisando um catálogo de pintores cadastrados na cúria das dioceses italianas de Travesso e de Vitorio Veneto, no qual constava o nome de Di Giusti, padre Chiquinho e o bispo dom José Carlos de Aguirre entregaram-lhe confiantes a tarefa.

Um destaque da forma de trabalhar de Di Giusti era o fato de que, além de ler com afinco as passagens bíblicas que ia reproduzir e estudar a fundo a vida dos santos que iria retratar, o artista usava em suas obras feições de pessoas conhecidas. Assim, o negro escravo do altar de Nossa Senhora Aparecida da Catedral de Sorocaba, lembrava sempre ele, retratava um andarilho da cidade na época; um dos anjos ao lado do Evangelista reproduzia as feições do sobrinho do monsenhor Antônio Cangro.

A Providência Divina fez que os padres do Carmelo que habitavam a cidade de São Roque, vizinha a Sorocaba, descobrissem o pintor e o enviassem ao Rio para pintar a Glória de Santa Teresinha e, provavelmente, decorar toda a basílica. Di Giusti terminou a pintura da glória, mas deixou incompletos os anjos e os quadros no presbitério da basílica.

Fr. César Cardoso de Resende, ocd

Informativo – Jul/2017


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