Com que cara ficará a Praça da Bandeira

Às vésperas de grandes eventos internacionais, a Praça da Bandeira vem sofrendo várias transformações, basta ver o grande canteiro de obras para a construção do “piscinão” subterrâneo contra as enchentes.

De fato, nossa querida praça nunca se manteve igual por muito tempo. Seu nascimento se confunde com o do próprio bairro. A Praça cresceu em torno do antigo Matadouro da cidade, construído em 1853 (daí ser conhecida inicialmente como Largo do Matadouro). Nessa época, havia um coreto e funcionavam bondes elétricos na praça.

No entanto, logo o bonde e seus trilhos foram substituídos por automóveis e ruas mais largas, e a imagem do bairro mudou. A transferência do matadouro para Santa Cruz, em 1881, e posteriormente a construção da avenida Radial Oeste ajudaram a acelerar a urbanização do local, que é uma espécie de porta de acesso para a Zona Norte e para o Centro da cidade. O coreto antes existente deu lugar à famosa bandeira nacional, a qual também não ficaria ali por muito tempo. Em 1962, foi trocada pelo monumental chafariz do Monroe, de 12 metros de altura: obra do francês Mathurin Moreau, trazida por D. Pedro II para o Rio de Janeiro em 1878 e até hoje o maior chafariz da cidade. A bandeira do Brasil só retornaria em 1979, com a transferência do chafariz para a Praça do Monroe, compondo o atual rosto da Praça da Bandeira, que pode vir a mudar mais uma vez com o “piscinão”.

Em meio a tantas modificações, ficamos curiosos: com que cara ficará a nossa praça?

Rodrigo Pinto Tiradentes, aluno da Oficina Literária San Juan de la Cruz

Informativo – Jul/2017


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