Severina Vieira

Era uma vez, lá em Mamanguape, litoral norte da Paraíba, uma menina danada de bonita chamada Severina Vieira, filha do comerciante Dativo Vieira e da D. Maria Marques, costureira de mão cheia. Todos os dias, a pequena Severina ia cedinho para o colégio, e voltava à uma hora para casa. Um dia – era véspera de Santo Antônio –, ela e umas amiguinhas – todas com idade por volta dos 13 anos – encontraram no caminho uma prima da Severina que lhes perguntou se não queriam fazer a oração de Santo Antônio para saberem com quem iam se casar. Naquela noite, a menina fez a oração e sonhou com o futuro marido. “Era um rapaz de chapéu, dos olhos azuis, muito bonito, mas por ali não tinha um desses”, disse a nossa entrevistada.

Três anos depois, a bela visão dos olhos azuis materializou-se em sua frente, na mercearia em que a Severina trabalhava com o pai, em Rio Tinto. Luís, o futuro marido da D. Severina, estava com o pé em cima de um tonel de querosene quando ela passou. Luís sorriu para ela. E daí as flores se abriram, o sol nasceu. Severina correu para perto da irmã e disse: “Maria, pelo amor de Deus, o rapaz que eu vi no sonho, o sonho que eu tive. O rapaz que eu vi, eu vou casar com ele”. A irmã falou: “Nossa, mas ele é muito bonito”. “Mas é meu, né, Maria? Fui eu que sonhei” – disse a jovem Severina, que não era boba nem nada.

Depois passaram um bom tempo sem se ver até que se encontraram novamente no ônibus que partiria de Rio Tinto para as missões religiosas de frei Damião em Mamanguape – ela, filha de Maria; ele, presidente da Pia União. Quando a Severina ia se sentar num banco vazio, uma moça correu pra falar: “Não, isso aqui está guardado pra Luisinho!” Pode? A Severina ficou em pé. Mas bem feito pra assanhada: Quando o Luís entrou no ônibus, ficou de pé também – e ainda deu um sorriso de fazer nascer o sol para a charmosa Severina. A história estava ficando cada vez melhor. Terminada a missão, quando o moço ia se despedindo, o pai da Severina falou: “Você vai ficar aqui com a gente. Durma em minha casa, que está muito tarde pra voltar.” De manhã, quando a Severina foi olhar se o hóspede estava no quarto, ele já tinha ido embora. Sumiu de novo. Foram se reencontrar num hospital – ela tratando de um abscesso no braço; ele, de um ferimento na mão. E foi por aí.

O Luís sumia uns períodos, mas sempre reaparecia, e sempre sorria para a Severina quando a via. E nessas horas, o sol sempre nascia, e as flores sempre se abriam. Um dia o negócio ficou sério. Convidado pelo pai da Severina, o Luís foi ajudar na mercearia da família. “Aí um moço pediu uma garrafa de vinho e ele não sabia onde ficava. Quando eu me levantei pra mostrar, ele se abaixou. A aba do chapéu dele bateu na minha testa. Pronto, fiquei assim tremendo sem saber o que era. Aí corri pra minha irmã e disse: ‘Maria, não sei o que eu tenho, estou toda me tremendo.’ Demorou a passar aquele negócio, viu?”, contou a nossa entrevistada.

Depois de uma série de contratempos e de um pedido de namoro por carta, o Luís chegou na casa da Severina com umas alianças no bolso, para pedi-la em casamento. Nessa hora eu vi que o Luís era lindo mesmo. Como no sonho da Severina, apareceu diante de mim um homem elegante, de chapéu e olhos azuis – só que estava enquadrado num porta-retrato. (Eram as recordações da Severina, que ela me apresentava enquanto contava a sua história.) Pra variar, a moça correu para o quarto, como fazia sempre que ficava nervosa com a presença do Luís. “Aí daqui a pouco o meu pai: ‘Severina, quer casar com o Seu Luís?’” Claro que ela queria.

Pouco tempo depois, um acidente doméstico quase fez murchar as flores e apagar o sol da Severina. Luís cortou dois tendões da mão com umas garrafas ao acender a luz de casa. “Costuraram errado e ele ficou aleijado. Como ele sofreu com essa mão!”, disse ela. O pai não queria que a Severina se casasse com um homem “aleijado”. “Quando ele disse pra eu acabar o casamento, eu falei: ‘Não, meu pai, eu trabalho e dou comida a ele.’ Aí ele tirou o cinto, e minha mãe correu. Na mesma hora chegou meu noivo. Ele me perguntou se eu tinha coragem de fugir. Eu disse: ‘Fujo agora’. Mas, minha filha, foi um sacrifício. Aí foi indo, foi indo, meu pai acabou aceitando. No dia do casamento… cadê que o meu pai chegava? Era meio-dia, ele tinha sumido. Bem depois foi que ele chegou. Tinha muita gente. Como é que pode: meu pai elogiava tanto o cara… como é que depois que ele ficou aleijado eu ia deixar ele? E Luís nunca deixou de trabalhar por causa daquela mão”, contou.

Depois do casamento, “todo ano era um filho, não tinha jeito, eu não sabia nem quando estava grávida. Um não estava nem andando já vinha outro.” Severina teve 11 filhos: Maria Raimunda, Maria Goretti, Aldo Luís, Maria Bernardete, Maria do Carmo, Raimundo Nonato, Maria das Graças, João Bosco e Rafael – e mais dois meninos que também ganharam o nome de Rafael, mas acabaram morrendo – um no parto; outro horas depois de nascer.

Em 1962, a família foi para Canguaretama, no Rio Grande do Norte. Num dos temporais que atingiram a região, a casa da D. Severina ficou inundada; perderam-se todos os bens. A Maria, filha mais velha, sugeriu à mãe virem pro Rio de Janeiro. Embarcaram, D. Severina e as duas filhas mais velhas, no sonho da melhoria de vida que ainda naquela época embalava boa parte da população do norte e do nordeste do país e engrossava o movimento migratório daqueles locais para as regiões sul e sudeste. Estamos em 1972. Bem que o irmão da D. Severina, que já morava no Rio, tentou dissuadi-la da ideia: “Não venha não, que o Rio de Janeiro é uma ilusão”, dizia ele. Mas que nada. Ela veio, graças a Deus.

Quando chegou aqui, D. Severina hospedou-se na casa do irmão, que era na verdade um quartinho no número 12 da mesma vila em que ela mora atualmente. Ali já moravam quatro pessoas. Com as três que chegaram, sete. Para muitos, isso pareceria o fim do mundo. Para todos ali, “foi aquela alegria. Ele quebrou logo um guarda-roupa, quebrou uma cama, ficou tudo no chão. Era uma felicidade só, foi muito bacana”, ela conta.

Na semana seguinte, as filhas já estavam empregadas. “A Goretti arranjou um trabalho na Casa Mattos e a Maria foi trabalhar na Haddad, uma loja que vendia uniformes, ali na rua Paraíba. O tempo foi passando e eu digo: eu tenho que ganhar dinheiro também, pra ajudar todo mundo. Um dia – eu não sabia costurar nada – passei num lugar em que estavam precisando de ajudante de costureira. Toquei a companhia. Estavam fazendo um vestido de noiva. Eu não sabia o que fazer, alinhavei tudo errado. A moça disse pra mim: ‘Ô minha filha, você alinhavou de cabeça pra baixo’. Eu pedi desculpas, disse que estava preocupada com os meus filhos. Depois, eu tinha que fazer uma bainha sem sair o fio do outro lado. Eu disse: ‘A senhora faça um pedacinho do seu jeitinho pra eu ver que depois eu vou direto. Deus é tão bom que eu fiz direitinho sem nunca ter feito aquilo antes. Eu saí de lá porque aconteceu uma coisa horrorosa. Ela me avisou que uma moça ia passar lá pra pegar um vestido, dizendo pra eu só entregar se ela deixasse o dinheiro. Quando a moça chegou eu perguntei pelo dinheiro, mas a empregada, que já trabalhava lá tinha cinco anos, disse que ela podia levar mesmo sem deixar nada. Quando a patroa chegou e soube do que aconteceu ela foi com a mão na cara da pretinha. Aquilo parece que foi no meu coração. Aí eu pensei: ‘Não vou ficar aqui não, de jeito nenhum.’ Fui embora. Depois fui trabalhar em outro lugar que só dava em confusão – até de ladrona a moça queria me acusar, e eu nunca roubei nada, sempre trabalhei muito. Saí de lá também. Aí depois disso não trabalhei pra mais ninguém. Uma irmã me emprestou 10 cruzeiros pra eu comprar umas roupas pra revender. Foi assim que eu comecei. Naquele tempo, a moda eram as calças Levis e Cukier”, contou a Dona Severina. Ela encheu a sacola com as “calças da moda” e vendeu foi muito, como disse.

Uma época ela cansou de vender roupas. “Botei uma pensão uns três anos. Mas era muita gente vindo comer aqui! Tinha uns que diziam: ‘A gente vem aqui não é por causa da sua comida, é por causa do seu sorriso’”, disse ela. Depois abriu um salão de beleza, sempre ali na vila em que mora. Em maio do ano passado, seis anos após uma fratura no fêmur que a obrigou a ficar “de molho”, a inquieta Severina abriu um novo negócio. “Eu não aguentava mais ficar sem trabalhar. Então fui falar com o doutor que me operou. Sabe como é, se a gente não trabalha, fica com a perna dura. Eu gosto de estar na rua, conversando com um, vendendo, pra passar o dia rápido. Ele mesmo me deu uma ideia: ‘Por que a senhora não bota roupa pra vender em casa, chama seus amigos?’” Pronto, já está ela toda ouriçada com as roupas pra vender. “Hoje de manhã aqui foi um bafafá de gente atrás de roupa, ontem também”, disse. Do jeito que ela gosta.

Desde que chegou ao Rio, conta a D. Severina, “a igreja sempre me ajudou muito, desde o tempo do frei Caetano, frei Gregório, frei Paulino, e ainda ajuda muito até hoje. O frei Caetano chegava aqui e dizia: ‘Olha, chegou uma bolsa de roupa, vai lá pegar; chegou uma bolsa de sapatos…’ Era assim, não faltava cobertor, nem mantimentos. Frei Gregório falava: ‘Não deixe faltar carne pra Maria.’ Porque a Maria foi operada do coração três vezes. Mas essa igreja ajudou e ajuda muito a gente. Eu fui muito feliz em vir pra cá. A tia Ísis (Ísis Futuro) arranjou escola pra todo mundo, e a filha dela, Maria Lúcia, que era doutora, cuidava das crianças. A Goretti, minha filha, era como se fosse filha do Futuro (marido da Ísis). Ele é que foi nosso fiador pra alugarmos essa casa aqui. A gente foi muito feliz aqui. Já fui da Ordem Secular, mas tive que sair quando meu marido ficou doente. Por isso que eu digo: Na minha frente não fale da Igreja nem fale dos padres”.

A casa da D. Severina sempre esteve aberta a todos, mesmo quando as necessidades da família mal podiam ser supridas. Gozações dos colegas e vizinhos não eram incomuns quando os filhos eram pequenos. “O outro (um dos filhos) não queria ir pra escola, começava a chorar porque o dedo ficava saindo do sapato e as crianças riam dele”, recordou a D. Severina. Ouvindo a conversa, a filha Maria, que preparava o jantar, acrescentou: “E riam da gente também porque eu usava a roupa da minha irmã. Mas a gente era tão feliz, que bobeira! E até hoje o nosso dinheiro é tudo na mão da mãe. Ela é que cuida de tudo. E Deus sempre nos ajudou. Tanto que nós pudemos ajudar os outros, mesmo tendo nossas dificuldades. Olha, parece que Deus encaminha pra esta casa as pessoas necessitadas. E aqui a gente resolve, seja o que for”.

Seguiu-se uma série de casos inacreditáveis, como este de um senhor que viera fazer uns exames no Rio e se perdera: “Ele estava aqui na frente da vila, a minha filha que viu. Eu falei: ‘Manda ele entrar.’ Já estava virando mendigo. Todo sujo, o dedão do pé todo enrolado num cordão. Cheguei a botar o anúncio na rádio Tupi, mas ninguém apareceu. Botei ele pra dentro, mas ele comeu tanto que você tinha que ver. Pela sujeira, fazia tempo que ele não se lavava. Mandei ele pro banho. Ele ficou com vergonha da gente, mas eu falei: ‘Não tenha vergonha não, nós somos doutoras.’ Mandei a minha filha pegar uma escova, esfregamos muito. Daqui a pouco chegou o meu filho e eu mandei ele acabar de lavar os negócios do homem. Depois botei ele pra dormir, ele foi direto. Ele falou que morava perto de Xerém. Fomos com ele pra lá, mostramos ele pra todo mundo, ninguém conhecia. Quando chegou perto de uma ponte, tinha umas casinhas lá pra dentro. Era ali que ele morava. Quando ele chegou os netinhos agarraram tanto ele, tinha que ver, todo mundo chorando. A gente botou ele todo bonitinho, todo arrumadinho, parecia um bonequinho.”

Outro caso interessante é o de uma amiga da filha Goretti. Depois que a mãe da menina morreu, o pai se casou com outra, e a garota não se dava com a madrasta. A família mudou-se para o Rio Grande do Sul, onde o pai fora eleito deputado federal. “Sabe o que a menina fez? Aumentou a idade pra entrar no avião e veio parar na minha casa. Não tinha nem cama pra ela se deitar. Chegava no café da manhã ela me abraçava, dizia que estava tão feliz aqui. Mas à noite passavam aqueles carrões bonitões pra pegar ela e eu dizia: ‘Olha, a minha filha não vai sair e nem você.’ A menina não era fácil, mas era linda, dos olhinhos azuis. Passaram-se uns dias, o pai já estava desesperado ligando pra todo mundo. Foi quando falaram com a D. Herenice (Herenice Auler) e acabaram chegando aqui e levaram a garota embora”, contou. Esse episódio acabou ensejando, anos mais tarde, uma bela homenagem à D. Severina na Festa das Mães que se realizou na basílica. Ela, que gostava de se sentar com a família nos últimos bancos da igreja, naquele dia foi convidada pela equipe de liturgia a sentar-se no primeiro banco (fazendo lembrar a passagem de Lc 14,7-11). Só depois soube o motivo: tinha sido escolhida a “mãe do ano”, e um dos principais motivos – além da garra com que criou seus próprios filhos – era o fato de ter zelado pela moça que fora parar em sua casa.

Muitos e muitos casos se sucederam: inusitados, engraçados, tristes – sempre inundados pela generosidade sem limites da D. Severina e de toda a família (amor se aprende em casa!). De vez em quando, o S. Luís ia fazer uns exames no posto de saúde da rua do Matoso e voltava trazendo “quatro, cinco mulheres, tudo buchuda, e dizia: ‘Bota essas mulheres pra tomar banho, vamos botar almoço pra todo mundo.’ Eu fazia comida só pro meu povo, mas se chegasse dez, doze sempre dava. Até hoje a Bernardete chega aqui e pergunta: ‘Mãe, cadê a panela milagrosa?’ ‘Ainda tem, minha filha.’ A gente passou muita coisa, mas fome nunca passou não. Meu pai já ficou rico três vezes, mas depois tornou a ficar pobre. Essa vida é um sobe e desce, e a gente só leva aquilo que a gente fizer, não leva dinheiro, não leva nada. A gente tem que saber que isso aqui é uma passagem, que nada é nosso. Por isso que é bobeira algumas brigas assim. Às vezes até por lugar na igreja brigam! ‘Esse canto é de Fulano, esse canto é de Sicrano’. Meu Deus, o que é isso? Não tem nome de ninguém aqui. Chegou, sentou. Não é tudo filho de Deus?”, concluiu.

As graças recebidas pela D. Severina são tão numerosas quanto as dificuldades por que passou. Há sete anos, quando quebrou o fêmur, ela passou três meses internada no Hospital Souza Aguiar, “só olhando pro teto. Era tanta dor, essa menina! Parecia que tinha umas facas no joelho. O remédio não adiantava. Eu chamava o enfermeiro toda hora, não aguentava mais. Foi quando recebi uma graça. Eu disse: ‘Ah, minha Mãe do céu, pelos vossos poderes, deposita todo esse meu sofrimento no peito de Jesus.’ Eu não falava com a boca não, falava com o coração. Quando eu abri o olho, estava ela bem grande na minha frente: Nossa Senhora Três Vezes Admirável , a que tem um menino nos braços. Aí fechei o olho e dormi. Quando eu soube que tinha que operar pra colocar uma prótese, e que iam chamar um médico de fora, eu gritei muito. Aí apareceu uma negrinha deste tamanho (fez o gesto para indicar que era pequena) e disse: ‘Olha, não grite não. Talvez Jesus não queira que esse pessoal daqui lhe opere.’ Ela me deu uma oraçãozinha. Quando eu terminei de ler, disse: ‘Prometo à senhora que não vou chorar mais.’ E não chorei não. E no outro dia fui operada e deu tudo certo. Era Nossa Senhora Aparecida. Eu nunca mais vi aquela pretinha. Eu tinha muito medo, porque eu tenho um marcapasso, tudo meu é complicado. Por sinal eu troquei o marcapasso na semana passada, olha como já está tudo sequinho”, mostrou, orgulhosa.

Depois do acidente, a D. Severina teve de alterar um bocado de coisas na sua rotina. Não pode mais ir à Missa todos os dias, deixou de fazer a coleta na Missa das 8 horas, passou a rezar o Terço em casa. “E infelizmente também não posso ajudar como ajudava. Antigamente eu ficava lá nas festas descascando cenoura, batata, ajudando nas barracas; hoje eu não posso”, lamenta. Mas continua fazendo todos os anos a Novena de Natal nas casas e a Via-Sacra na vila em que mora. E pregando a Palavra onde quer que esteja, como diz: “Eu sempre li a Bíblia, mais ou menos, mas um dia o frei Rubens falou assim: ‘Olha, leia a Bíblia, mesmo que você não entenda.’ Mas, menina, eu passei a ler direto. Não é que eu entenda tudo, mas já entendo muita coisa. Aí eu passo pros outros, pregando a Palavra pra todo mundo. Eu gosto disso. Todo dia eu rezo pra todo mundo, pros doentes, por todos os que estão sofrendo, pra que não falte trabalho pra ninguém. Entrego todos os meus filhos, peço que não falte saúde para ninguém e que eles sempre ajudem os outros. E graças a Deus eles ajudam. Eu tenho nove filhos, cada um com a sua natureza, mas são todos muito bons. E eu sou assim: Não tenho raiva de ninguém, não gosto de xingamento, não gosto de criticar. Outro dia passei ali estava uma mandando a outra pro inferno. Eu perguntei: ‘Peraí, você tem propriedade lá?’ Eu hein!”

O rosto da D. Severina não faz suspeitar as dificuldades por que já passou. Com Nossa Senhora, ela aprendeu a se manter de pé diante dos maiores sofrimentos. E sabe que Deus transforma e faz novas todas as coisas.

Em janeiro essa paraibana festeira, piedosa, hospitaleira e generosa que só faz 80 anos. Já estou convidada pra festança que vai ter. É claro que eu vou. Mas não é por causa da comida: é por causa do sorriso dela!

D. Severina, essa menina, que Deus a guarde e abençoe, e mantenha a fortaleza e a fé que a sustentaram até aqui. Obrigada pelo papo agradável, pela acolhida, pelo exemplo, pela sopa, pelo bolo de laranja, pelo sorriso!

(Ah, pois é, já ia esquecendo. Dou um doce pra quem adivinhar o apelido da D. Severina… “Meu apelido é Bill, essa menina. Todo Severino e Severina lá no norte se chama Bill!” – é ela quem responde. E eu pergunto: Oxe, alguém sabe explicar o motivo disso? Dou dois doces pra quem souber.)

 

Andréia Mello da Silveira

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Informativo – Jul/2017


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