Jovens da Basílica Rumo à JMJ2013

“Se Deus é brasileiro, o Papa é carioca”, disse o Papa João Paulo II por ocasião de sua visita ao Rio de Janeiro em 1998. Agora, Deus continua sendo brasileiro, mas o Papa recém-eleito é um carismático portenho que torce pelo San Lorenzo – para acabar de vez com as rixas entre argentinos e brasileiros, ou ao menos restringi-las à esfera do futebol. O Papa Francisco, escolhido em conclave com apenas 5 votações, é o primeiro sul-americano e o primeiro jesuíta eleito pontífice. Com sua escolha, espera-se que aumente a quantidade de jovens de países vizinhos que virão para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013, estimada inicialmente em dois milhões de pessoas. Mais do que nunca, é preciso correr e vencer no tempo regulamentar o grande desafio de organizar a cidade para receber o Santo Padre na 28ª edição da JMJ. O Brasil será o segundo país da América Latina a sediar o encontro (o primeiro foi a… Argentina): uma responsabilidade que exige todos os esforços dos católicos do país, e muito especialmente dos membros da paróquia de Santa Teresinha – uma das padroeiras da Jornada. O povo carioca receberá calorosamente, de braços abertos e coração alegre, o papa que já nos cativou pela simplicidade e bom humor desde a primeira aparição após o anúncio de sua escolha.

Na basílica, formou-se, desde que foi anunciado que o Rio de Janeiro sediaria a JMJ, um grupo que tem como objetivo preparar-se espiritualmente para o encontro e ajudar na organização da Jornada: Jovens da Basílica rumo à Jornada Mundial da Juventude (JBJ), que conta com cerca de 80 jovens, orientados pelo fr. Nilson Ribeiro. Trabalhando em conjunto com a coordenação paroquial da Jornada (até março a cargo de Morgana Colombo), o JBJ promove reuniões semanais com momentos de oração e partilha da Palavra, encontros locais e interestaduais, plantões para divulgação da JMJ e cadastramento de voluntários e famílias acolhedoras, além de atividades de lazer externas, que auxiliam na integração dos jovens. Em razão do acúmulo de incumbências, Morgana, que trabalha também no Comitê Organizador Local da JMJ, passou a coordenação paroquial para Marcia Regina Correa da Silva, consagrada que se juntou à Missão Mar a Dentro no Rio de Janeiro após a saída de Ana Maria Carletti. A equipe paroquial está dividida em três coordenações: voluntariado (liderada por Ana Mara Amâncio); hospedagem (Izabel Borges) e catequese (Cláudia Melo).

Segundo Morgana, a juventude da paróquia está muito motivada para o encontro com o papa e com a possibilidade de conhecer jovens de países e vivências culturais diferentes. “Eles têm o anseio de aproveitar ao máximo essa oportunidade, de acolher em casa esse evento tão especial para a Igreja, para o Papa, para Cristo”, afirmou.
Para esse evento especialíssimo, que se realiza de 23 a 28 de julho e tem como lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19), está sendo montada “uma estrutura muito grandiosa, que nem imaginamos. Nas reuniões da arquidiocese, a cada tempo se desdobra uma nova ação, sempre nesse trabalho de reunir e formar os voluntários, somar o número de famílias e locais acolhedores, organizar os espaços para as catequeses. São estas as principais funções das paróquias. Mas a JMJ envolve muito mais do que isso. Teremos os Atos Centrais – eventos nos quais todos os peregrinos estarão reunidos com o Santo Padre [Acolhida do Papa, Via-Sacra, Vigília e Missa de encerramento] – e ainda o Festival da Juventude, com palcos e eventos culturais e artísticos espalhados pela cidade”, disse a Morgana, com quem conversamos no período de Sé Vacante. Com a eleição de um papa mais jovem que Bento XVI, estuda-se agora a possibilidade de inclusão de novos eventos na agenda – entre os quais visitas ao Vidigal e ao Cristo Redentor (quem sabe vendo essas maravilhas Francisco não vire também carioca, como o antecessor de Bento XVI?).

Para auxiliar na organização dessa megaestrutura, a basílica contribui com 100 voluntários, e foi campeã de inscrições de famílias hospedeiras entre as paróquias do vicariato norte. Até agora, foram cadastrados 2 mil locais de hospedagem. Mas ainda falta um bocado a ser feito para atingir a meta estabelecida: o cadastramento de vagas para 6 mil peregrinos. Morgana apela para que as famílias da paróquia “abram suas casas com generosi-dade, acolhendo nossos irmãos sem medo, sem preconceitos, cheios da força do Evangelho que nos impulsiona a agir em favor do próximo”. As inscrições para o voluntariado já foram encerradas, mas para hospedagem de peregrinos ainda estão abertas, e podem ser feitas no site da JMJ ou nos plantões do JBJ. Os paroquianos que não se inscreveram como voluntários mas desejam colaborar podem ajudar nas dependências paroquiais. A Morgana garante que não vai faltar trabalho para ninguém!

Teremos o privilégio de viver um momento único, um grande encontro de fé, alegria e fraternidade, e a oportunidade ímpar de pôr em relevo a Boa-Nova do Cristo, de praticar o que nos ensina o Evangelho, de mostrar ao mundo a força da juventude cristã e de nossa Igreja – e também a beleza de nosso país e de nossa cultura e a hospitalidade do nosso povo. Com a sua participação, vamos marcar um gol de letra e mostrar ao mundo que, muito acima do futebol, nossa paixão é o Cristo, nosso Salvador!

Andréia Mello da Silveira

Veja outros perfis de nossa comunidade

Informativo – Mai/2016


Cadastre-se para receber nossas notícias: