A Basílica

Basilica_01O local onde hoje se localiza a nossa basílica era outrora uma mansão, pertencente à baronesa de Itacuruçá (1851-1917), e que foi adquirida em leilão, em 1921, por frades carmelitas descalços da Província de São José, oriundos de Minas Gerais. No dia 16 de março daquele ano, foi aberta ao culto uma capelinha, consagrada a Nossa Senhora do Carmo, construída na antiga sala de visitas da mansão. Em 30 de outubro de 1924, celebrou-se a primeira missa das rosas da santinha de Lisieux.

Com a crescente devoção do povo brasileiro à então venerável Teresinha (que seria canonizada em 17 de maio de 1925), os frades carmelitas responsáveis pela administração do local decidiram dedicar a ela o templo que ali seria erguido. Em 15 de outubro de 1921, D. Sebastião Leme (1882-1942), bispo coadjutor do Rio, benzeu a pedra fundamental do novo templo, e em 1924 tiveram início as obras de construção. Quis a Providência favorecer largamente essa fundação, que viria a ser a primeira igreja do mundo dedicada a Santa Teresinha, pois no ano seguinte já puderam ser celebradas no local as festas de canonização da Santa. A igreja foi inaugurada em 16 de julho de 1927, na solenidade de Nossa Senhora do Carmo.

O templo, em estilo românico, possuía originalmente nove altares de mármore trabalhado em Carrara (dos quais restam hoje três). Os vitrais retratam os principais fatos da vida de Santa Teresinha. Na fachada, severa e imponente, estão duas estátuas, de Santa Teresa e de São João da Cruz, e sobre a luneta da porta central, um baixo-relevo trabalhado de Santa Teresinha e de Nossa Senhora do Carmo. A obra grandiosa, de rápida execução, é resultado do esforço incansável dos frades carmelitas, da ajuda maciça do povo brasileiro, que de diversas partes enviava seus donativos, e da ajuda que prestaram os senhores Francisco de Paula Lacerda de Almeida, Carlo Vieira Pinto, José B. Martins Castilho, Jerônimo Mesquita Cahal e Manuel Alves Lures, entre outros benfeitores da ordem.

Os primórdios da nossa gloriosa basílica, os registros de doações recebidos de todo o Brasil para a construção do santuário, a manifestação de gratidão do povo brasileiro à beata e, depois, Santa Teresinha e os numerosos milagres e graças obtidos por sua intercessão estão consignados com saborosos detalhes em diversas edições do Mensageiro de Santa Teresinha, órgão da Ordem Carmelitana Descalça do Brasil, cujo primeiro número foi publicado em 1924.

Em 1927, por bula do Papa Pio XI, a igreja foi elevada à dignidade de Basílica, tendo atendido todos os requisitos para tal. A última das condições – possuir relíquias de um mártir – foi satisfeita graças ao zelo e interesse do saudoso Frei Seraphim de Santa Teresa, Vigário Provincial da Ordem Carmelitana Descalça no Brasil e primeiro Prior da Basílica, que conseguiu com frades da Província Romana da Igreja Santa Maria della Scala a imagem com as relíquias de São Justino – que se encontra exposta em um dos altares laterais da basílica, abaixo da imagem da Virgem do Sorriso. No ato solene de inauguração do santuário com o nome de basílica, D. Sebastião Leme levou a audiência às lágrimas ao falar do amor de Santa Teresinha por Jesus e ao pedir que a flor de Lisieux atendesse as preces dos que ali estavam e fosse ao encontro das necessidades de cada um. Em seguida, rezaram-se as orações canônicas de praxe e encerrou-se a cerimônia, em meio à comoção de todos os presentes. (Leia aqui o texto do Breve Pontifício pelo qual nos foi concedido o título de Basílica.)

Em 2007 comemoramos com grande alegria e gratidão os 80 anos de fundação da Basílica, pedindo que Santa Teresinha continue fazendo cair sobre os fiéis uma chuva de rosas.

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