Semana do Migrante reflete sobre o meio ambiente

Com o tema “Migração e Ecologia”, a Semana do Migrante chega a sua 31ª edição, e este ano o lema é: “O Grito que vem da Terra”, em homenagem ao grito das pessoas que saem do próprio país em busca de um futuro melhor. As atividades ocorrerão de 12 a 19 de junho.

Todos os anos, em todo o Brasil, o Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM) promove o evento retomando e aprofundando o tema da Campanha da Fraternidade, na ótica das migrações, que este ano foi inspirado na Encíclica ‘Laudato Si’, do Papa Francisco.

 

Migração e Ecologia

O texto-base e o cartaz da Semana do Migrante revelam a necessidade de reforçar a relação entre a migração e a ecologia, chamando a atenção para a importância de ouvir os gritos que vem da terra, os cuidados com a casa comum e a vida que nela habita.

A Pastoral dos Migrantes propõe que as paróquias busquem suas próprias atividades dentro da comunidade, para celebrar com os migrantes, sempre reforçando o acolhimento no local onde vivem.

Segundo o padre Mário Geremia, assessor eclesiástico da Pastoral do Migrante, este é um momento que a Igreja do Brasil chama todas as comunidades, as paróquias, a sociedade civil e o governo para celebrar no Dia do Migrante a esperança e tudo que há de positivo na posição deles. Além disso, é um chamado para um compromisso e solidariedade na acolhida.

 

Políticas Públicas

A Semana do Migrante também chama a atenção para os governos em relação ao tema. Busca a criação de políticas públicas de integração, desde uma nova lei de migração, porque a que existe já está ultrapassada e fora de sintonia com o mapa internacional da Lei de Migrações, até a elaboração de uma política de migrações para o Brasil, que até o momento não existe e é considerada mais importante do que uma lei.

Esse encontro tem como um dos objetivos combater todo tipo de atitude desumana contra essas pessoas. “Nós sabemos que o povo brasileiro é acolhedor, mas nós já temos sinais de medo, de xenofobia, de rejeição, de violência contra os migrantes”.

 

Situações Novas

O padre Mário Geremia, que é missionário Scalabriniano e trabalha na Paróquia Santa Cecília e São Pio X, em Botafogo, descreveu os migrantes como sendo aqueles que anunciam um mundo novo. “Um mundo possível e melhor. Ao mesmo tempo que eles denunciam um mundo injusto, eles são também aqueles que propõem saídas novas em situações novas porque a migração tem sempre os dois lados”.

Ele conclui que a Semana do Migrante é uma grande oportunidade para todos unirem forças em torno deste tema, que é muito importante tanto para o país quanto para o mundo. “E nesse momento de crise, nada melhor do que unir forças”.

 

Programação

A Semana do Migrante teve início no Cristo Redentor com ato ecumênico no dia 31 de maio e oração do Ângelus no dia 10 de junho. Haverá celebrações nas paróquias: dia 12 de junho, às 11h, Nossa Senhora de Fátima, no Centro; dia 13 de junho, às 18h, São João Batista, em Botafogo, e no dia 18 de junho, às 10h, no Santuário da Penha, na Penha. As comemorações terminarão no dia 19 de junho, Dia do Migrante, com celebrações nas paróquias da Arquidiocese do Rio. Na Paróquia Santa Cecília e São Pio X, em Botafogo, será às 10h.

 

Notícia retirada do site da Arquidiocese do Rio de Janeiro, escrita pela Larissa Haddock Lobo e publicada no dia 10 de Junho de 2016.

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Informativo – Jul/2017


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